segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vocabulário


Adeus: é quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo: é alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
Amor ao próximo: é quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade: é quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Carinho: é quando a gente não encontra nenhuma palavra parra expressar o que sente e fala com as mâos, colocando o afago em cada dedo.
Ciúme: é quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Cordialidade: é quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
Doutrinação: é quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.
Entendimento: é quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.
Evangelho: é um livro que só se lê bem com o coração.
Evolução: é quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
: é quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
Filhos: é quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-lá.
Fome: é quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
Inimizade: é quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
Inveja: é quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
Lágrima: é quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Lealdade: é quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.
Mágoa: é um espinho que a gente colocano coração e se esquece de retirar.
Maldade: é quando arrancamos as asas do anjo que deverámos ser.
Netos: é quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
Ódio: é quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
Orgulho: é quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
Paz: é o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
Perdão: é uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamis teria.
Perfume: é quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
Pessimismo: é quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Preguiça: é quando entra vírus na coragem e ela adoece.
Raiva: é quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
Saudade: é estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.
Sexo: é quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
Simplicidade: é o comportamento de quem começa a ser sábio.
Sinceridade: é quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
Solidão: é quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Supérfluo: é quando a nossa sede precisa de um gole de aguá e a gente pede um rio inteiro.
Ternura: é quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
Vaidade: é quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.

      (Livro: O Homem Que Veio da Sombra de Luiz Gonzaga Pinheiro)

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